2 de março de 2018

Dia 5 - Projeto Extremo Sul do Mundo - Latitude 54 - 02/03/2018 (502 KM de Rio Colorado (AR) a Puerto Madryn (AR)) Latitude 42 76027

Acordei cedo, antes do sol nascer. O Dia aqui é maior mesmo, mais ao sul do continente, mais próximo do polo. Já fechei o baú com muito mais habilidade, arrumei todo equipamento de camping, tomei meu café. Ao chegar no Camping  ontem conheci um casal canadense Joseh e Christine, que já está há 7 meses na estrada vindo de Quebec. Já fizeram o Ushuaia, México e toda costa Oeste. Agora seguem do Ushuaia até Buenos Aires, onde despacham a moto com destino a Miami. De lá seguem a viagem de volta ao seu país. Disseram que não vão passar pelo Brasil. Eles são de uma cidade de língua francesa, não bilíngue.
A Christine falava um pouco de espanhol e inglês. Consegui trocar uma idéia variando em falar espanhol e inglês! Perguntei pra eles como foi passar pela América Central, sempre relatado como perigoso, eles relataram que foi tudo bem com excessão da passagem pelo Guatemala. Eles foram assaltados e Christine sofreu agressão, recebeu uma coronhada na cabeça. Perdeu os documentos e câmera. Precisaram esperar a segunda via dos documentos para seguir viagem. Nós brasileiros estamos acostumados com esse tipo de realidade violenta, mas para estes viajantes foi uma experiência super traumática! Mas vejam, eles não pegaram um avião de volta em 3,2,1, seguiram viagem! Nos despedimos, eles com destino à Buenos Aires e eu à Puerto Madryn.

A estrada era um verdadeiro deserto. Até tinha sinal de vegetação mas um terreno muito árido e com sinais de que em algum momento da vida passou rios pelo terreno. Não consegui avistar  animais, nem mesmo mortos pela via, o que seria relativamente comum. Não avistei pássaros, praticamente era uma reta no meio do nada levando para um horizonte longínquo e... sem nada!
Se transita numa altitude de 50 a 100 metros, somente em um trecho chamado Sierra Grande que vai aumentar um pouco, por vota de 200 metros, retornando à altitude inicial. Os postos são distantes até cerca de 100 Km entre si, mas não tive nenhum problema de abastecimento.

A quase 70 km antes da chegada a Puerto Madryn os ventos se intensificaram, mas não foi o suficiente para assustar! Começo a entender os comentários dos amigos que já seguiram para o Ushuaia desmistificando totalmente o "terror" dos ventos patagônicos e polares!

Cheguei por volta de 12:30 e já vi um camping na entrada da cidade. Consultei os preços do camping, mas minha maior preocupação de hoje era fazer um câmbio!
Me informaram onde era a casa de câmbio na cidade. Segui em direção ao centro, encontrei um Hostel quase em frente à casa de câmbio, mas em função do horário de ciesta estava fechado.

Puerto Madryn é uma cidadezinha bem charmosa e agradável, litorânea. Procurei um restaurante que aceita "tarjetas" para almoçar e esperar pela abertura da casa de câmbio. O Hostel tinha uma diferença de 5 dólares a mais, já com estacionamento e "desayno", resolvi me hospedar por ali mesmo. Encarei uma Quilmes para minha espera pela reabertura da casa de câmbio.
A moto ficou guardada. A casa de câmbio finalmente abriu, resolvi meu problema, mas fiz uma troca menos vantajosa que a feita no Brasil.
Hoje a contemplação foi da Lua!























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