23 de julho de 2017

Final Projeto Ares dos Andes - Informações

TRIP TOTAL : 9605KM
118 horas e 48 minutos de moto ligada

saldo :
dano no amortecimento da suspensão dianteira 
solda da ponteita de escapamento rompida devido aos buracos
amigos Argentinos
amigos Brasileiros
um grande amigo Boliviano
muitas paisagens
muitas emoções
um grande amor pela Bolívia
muitas aventuras
muita saudade dessa super trip 

mais um sonho realizado

a alma lavada!

E que venham outras...

Dia 23 - Projeto Ares dos Andes - 23/07/2017 (725KM de Paranaiba a São Paulo)

Hoje acordamos com uma sensação diferente. Últmo dia de estrada. É bom e é ruim... Subimos na possante Brás Cubas e seguimos viagem. A divisa dos estados MS e SP estavam logo a frente. A mudança de qualidade de asfalto é gritante! 

O tapete de asfalto deslizava tão suave que não se ouvia nenhum baruho. Pistas dublicadas, 3 pistas, 4 pistas vão surgindo a nossa frente. Brás Cubas não trepida. A nossa musculatura não dói mais. As mentes se elevam a um estado entorpecido. Xará descansa o punho com o piloto automático e desliza em velocidade constante. Tati fecha os olhos tentando agarrar todas as lembranças que a viagem rebate no trecho do dia seguinte. O fim da nossa jornada se anuncia. Fizemos dois abastecimentos.

A chegada a São Paulo é tão tranquila que parece não acontecer. O trânsito carregado das marginais nos faz repensar nosso novo conceito de "caos" que aprendemos em La Paz. Em São Paulo o trânsito carregado dança sua coreografia de ordem à nossa frente. Tudo em seu devido lugar. Inclusive nós. Inclusive a vida. Inclusive a rotina. É inevitável segurar as lágrimas para se despedir da trip. Você torna-se a viagem e a viagem simplesmente torna-se você. Xará se separará da sua porção máquina. A sua simbiose com a moto chega ao fim.

Paramos em frente nossa casa e o silêncio impera. Amanhã não tem estrada!!!!!!!
Nos cumprimentamos vitoriosos, Xará, Tati e Brás Cubas. Missão cumprida. "Viaje inovidable!"
Obrigada pela companhia amigos! E já seguimos  nos preparando para a próxima aventura!

22 de julho de 2017

Dia 22 - Projeto Ares dos Andes - 22/07/2017 (833KM de Cuiabá MT à Paranaíba MS)

Saímos ainda mais cedo hoje. Nosso destino em Paranaíba teria o por do sol por volta das 17h!  O trecho até Rondonópolis é muito difícil! Tráfego intenso com os caminhões bitrens e muitos buracos. Perdemos muito tempo para passar por ele. Entramos em outro trecho ainda pior. 

Subimos uma serra onde saímos de 200 metros de altitude para aproximadamente 800 metros, passando por uma formação chamada Pedra Preta. Um platô lindo que revela sua beleza e o encanto do cerrado. Percorremos algumas centenas de quilômetros com muitos ventos laterais até começarmos a descer em Chapadão do Sul.

Os buracos remendados do asfalto não nos permitia ganhar velocidade. Surrealmente atravessamos quilômetros sem fim de plantações. A estrada melhora, mas o visual do agronegócio brasileiro é impressionante! Todas as cores nas plantações. Supermáquinas trabalhando e caminhões que escoam a produção. Conseguimos ganhar velocidade em alguns bons trechos da estrada. Fizemos 3 abastecimentos.

Dessa vez paramos para comer e descansar um pouco. A chegada a Paranaiba foi coroada com um belo por do sol! Nossa estrada dourou a nossa frente... Um suspiro com duplo sentido, o alívio por estarmos mais perto de casa e a tristeza de acabar essa bela trip! A melancolia vai tomando conta a medida que nossa viagem vai  chegando ao fim!

Dia 21 - Projeto Ares dos Andes - 20/07/2017 (755 KM de Vilhena a Cuiabá)

A viagem sempre nos traz anjos! Na saída do hotel uma senhora grita da janela do estacionamento : "dormiram bem? Deus os acompanhe!"

Saímos de Vilhena com destino à Cuiabá. A estrada é bem diferente da do trecho anterior. Logo nos primeiros quilômetro chegamos na divisa dos estados de Rondônia e Mato Grosso. As áreas de plantação são bastante visíveis. A vegetação mostrou um pouco de cerrado, vastos campos até chegar nos paredões da Chapada. Uma bela estrada! Muitos animais mortos no caminho, uma pena! O calor foi ficando bem intenso e as distâncias entre os postos de abastecimento é bem longa!

Num posto uma pequena garotinha se encantou pelo Xará. Ficou rodeando-o e fazendo perguntas sem parar.
Chegamos à Cuiabá com um calor bem grande. Depois de instalados no hotel, Hotel Mato Grosso Palace, visitamos uma igreja.
Andamos um pouco pelo centro até encontrarmos um taxi que nos deixou no "point" da cidade. Cerveja gelada e um bom papo com a família. Valeu Roger e sua linda família pela companhia!

20 de julho de 2017

Dia 20 - Projeto Ares dos Andes - 20/07/2017 (710 KM De Porto Velho à Vilhena)

Saímos cedo como sempre. Nosso trecho hoje precisava ser mais puxado mesmo. Esse trecho da estrada é uma fazenda verdejante sem fim. Nos faz pensar o quão imenso é nosso país. Estamos demorando para atravessar os muitos quilômetros que compõe nossos estados. Nosso amigo Sanchez que acompanha a nossa rota no Brasil ficou surpreso com as quilometragens dentro de cada estado.
A Paisagem ora de plantação, ora de florestas vai revelando um pouco desse caminho de volta. A estrada toda é cheia de caminhões, em sua maioria bitrens. E olha que não estamos no período de escoamento de safra! Os caminhoneiros, contrariando os comentários, nos deram passagem várias vezes durante o caminho. Brás Cubas imponente, ultrapassava seguramente os veículos. Os ventos continuam vigorosos. A passagem por um caminhão desloca uma grande massa de ar que nós faz chacoalhar. As vezes é assustador.
Muitos buracos ainda nos acompanham em todo trecho. Mas boa parte são quilômetros de bom asfalto. Muita retas que não redem quilometragem. Vilhena não chega nunca! Fizemos dois abastecimentos, os curiosos se aglomeram pra "xeretar" um pouco Brás Cubas.
Na chegada a Vilhena tudo tranquilo! Saímos para o jantar e encontramos um picadinho à paulista sensacional!
Seguimos agora para o Mato Grosso, Cuiabá.

19 de julho de 2017

Dia 19 - Projeto Ares do Andes - 19/07/2017 (515 KM Rio Branco `a Porto Velho)

Começamos o dia hoje abrindo a porta do quarto do hotel para nossa saída e surpreendentemente uma senhora que abre a porta em frente ao mesmo tempo que a gente, nos pede para nos fotografar. 

Estávamos montados, com capacetes, malas e jaquetas. Cedemos! Ela sorria e dizia que tinha nos visto chegar e que achava tudo muito lindo. A senhora nos desejou boa viagem e nos invocou proteção divina. Seguimos rumo a Porto Velho. Saímos pensando no quanto a imagem dos viajantes mexe com as pessoas. Muitas gostariam de fazer viagens como essas, outros só sonham e ainda há aqueles que acham essa realidade tão distante da vida deles que nos olham como alienígenas!

A estrada é muito estranha. Um visual apocalíptico com fogo as margens da rodovia e regiões alagadas com arvores mortas. A pista, melhor que a do trecho anterior, mas ainda com muitos buracos. Xará precisa estar sempre muito atento.

Chegamos à balsa. Uma espera paciente para a travessia, tudo muito lento. Dessa vez bem diferente da balsa de Copacabana (Bolivia), com infraestrutura. Seguimos lentamente para o outro lado do rio Madeira. Conversamos com um fazendeiro local sobre as vias que pegaríamos à frente. Vimos os botos tímidos durante a travessia.Do outro lado um trecho de terra até a volta ao asfalto.
Fizemos dois abastecimentos. O Consumo da moto está maior nesse trecho, devido aos ventos.
Chegamos a Porto Velho, perdemos uma hora de fuso horário atravessando os estados do Acre para Rondônia. 

Desembarcamos no hotel e logo fomos para o Rio Madeira à procura da embarcação indicada por nosso amigo Bruno Brandão. Chegamos ao Museu ferroviário Madeira Mamoré. Lá chegamos a tempo de pegar o barco que faz um belo passeio pelas água do rio. Os curiosos botos nos acompanham e a noite cáí suavemente. Boa surpresa de Porto Velho! Um por do sol inesquecível, seguido de um céu estrelado!
Fomos comer num restaurante super agradável, chamado Quintal, com boa música lounge e ambiente agradável e sofisticado! Seguimos amanhã para Villena, quase divisa com Mato Grosso.