Começamos o dia hoje abrindo a porta do quarto do hotel para nossa saída e surpreendentemente uma senhora que abre a porta em frente ao mesmo tempo que a gente, nos pede para nos fotografar.
Estávamos montados, com capacetes, malas e jaquetas. Cedemos! Ela sorria e dizia que tinha nos visto chegar e que achava tudo muito lindo. A senhora nos desejou boa viagem e nos invocou proteção divina. Seguimos rumo a Porto Velho. Saímos pensando no quanto a imagem dos viajantes mexe com as pessoas. Muitas gostariam de fazer viagens como essas, outros só sonham e ainda há aqueles que acham essa realidade tão distante da vida deles que nos olham como alienígenas!
A estrada é muito estranha. Um visual apocalíptico com fogo as margens da rodovia e regiões alagadas com arvores mortas. A pista, melhor que a do trecho anterior, mas ainda com muitos buracos. Xará precisa estar sempre muito atento.
Chegamos à balsa. Uma espera paciente para a travessia, tudo muito lento. Dessa vez bem diferente da balsa de Copacabana (Bolivia), com infraestrutura. Seguimos lentamente para o outro lado do rio Madeira. Conversamos com um fazendeiro local sobre as vias que pegaríamos à frente. Vimos os botos tímidos durante a travessia.Do outro lado um trecho de terra até a volta ao asfalto.
Fizemos dois abastecimentos. O Consumo da moto está maior nesse trecho, devido aos ventos.
Chegamos a Porto Velho, perdemos uma hora de fuso horário atravessando os estados do Acre para Rondônia.
Desembarcamos no hotel e logo fomos para o Rio Madeira à procura da embarcação indicada por nosso amigo Bruno Brandão. Chegamos ao Museu ferroviário Madeira Mamoré. Lá chegamos a tempo de pegar o barco que faz um belo passeio pelas água do rio. Os curiosos botos nos acompanham e a noite cáí suavemente. Boa surpresa de Porto Velho! Um por do sol inesquecível, seguido de um céu estrelado!
Fomos comer num restaurante super agradável, chamado Quintal, com boa música lounge e ambiente agradável e sofisticado! Seguimos amanhã para Villena, quase divisa com Mato Grosso.