Hoje foi um dia nostálgico, último dia, tempo fechado e mais previsão de chuva.
Saí do hotel e fui dar uma volta pela cidade antes de pegar a estrada. Estava nublado e não chovia, então ainda dava para aproveitar um pouco. Passei pela orla, fui até o Morro do Careca e de lá segui até Itajaí onde peguei uma balsa para sair novamente na BR 101/116. Parece que eu não queria ir embora... rsrsrsrs.
Peguei a estrada um pouco mais tarde que o habitual, entrei em Joinville para tentar ir a uma loja de acessórios de moto, mas ela mudou o ponto e tentei achar o novo endereço e não encontrei, nisso perdi 45 minutos. Cheguei em Curitiba por volta das 12:30 e parei em posto para abastecer que tinha também um restaurante com rodízio. Não resisti e fui comer um espeto corrido...
Peguei um pouco de chuva logo na saída de Curitiba, mas fina e com asfalto bem molhado, parecia que tinha chovido a pouco. E a estrada foi assim até a baixada em Registro e o calor veio. Parei em um posto a 140 km de São Paulo para o último abastecimento. Neste trecho comecei a relembrar toda minha trajetória nesta trip, todos os perrengues, todos os ventos, o frio, as conquistas e as paisagens...
Após a Serra do Cafezal percebi que teria chuva forte pela frente, mas segui, afinal agora era chegar em casa. Entrei no rodoanel e as típicas chuva torrenciais de sampa nesta época veio fortemente, o céu literalmente desabou. Não quis por a capa e nos últimos quarterões para chegar em casa havia muita enxurrada e galhos de árvores caídos na rua. Parei a moto em frente a minha casa totalmente encharcado e com a alma lavada. A família aguardava e todos sorriram ao me ver...
Foram 30 dias de viagem, 14551 km, 166 horas e 51minutos de moto ligada e 19 trâmites em Aduanas. Conheci muitas pessoas de várias nacionalidades, vivi grandes emoções, me deslumbrei com muitas paisagens, arrepiei algumas vezes por frio outras pela emoção de estar ali. Sem dúvida foi uma viagem transformadora e muitas vezes indescritível.
Obrigado a todos que me acompanharam nesta jornada, que estiveram de alguma forma na minha garupa.
Que venham outras!!!!
28 de março de 2018
Dia 29 - Projeto Extremo Sul do Mundo - Latitude 54 - 26/03/2018 (830 KM de Praia do Cassino, Rio Grande - RS a Balneário Camburiú - SC)
Queria sair cedo pois sabia que a previsão era de chuva, mas o tempo amanheceu bom em Rio Grande. Entrei na BR 471 por volta das 8:30 até Pelotas, depois segui pela BR 116 até a Free Way em Porto Alegre e depois pela BR101/116 sentido norte. Daí pra frente foram 500 km de muita chuva meus amigos, de desanimar, variava entre forte e moderada.
O problema maior é que este trecho tem uma quantidade grande de caminhões, que gera muito spray, e também os desgastes dos pneus após tanta quilometragem, então tem que pilotar com cuidado. Segui com cautela até Balneário Camboriú e cheguei por volta das 17:30 bem molhado, mas estava protegido pela capa de chuva.
Dia 28 - Projeto Extremo Sul do Mundo - Latitude 54 - 25/03/2018 (599 KM de Montevideo (UR) a Praia do Cassino, Rio Grande - RS)
Nesta noite choveu muito em Montevideo e a previsão seria de chuva na estrada. Por volta das 9 horas já pegava o caminho para no Brasil, mas antes passaria por Punta del Este para conhecer.
Com a chegada da frente fria, veio o vento e a temperatura mais baixa. Cheguei a Punta del Este ainda cedo e fui conhecer o monumento símbolo da cidade, La Mano que fica na praia Brava.
Ventava bastante e muita areia se deslocava, para apreciar a obra tive que colocar o óculos de sol.
Estava um pouco frio e após algumas fotos voltei a Ruta 9 até o Chuy, divisa do Uruguai e Brasil. até chegar a aduana vim desviando da chuva, mas depois do tramite de saída do Uruguai, que foi bem rápido por sinal, a chuva veio com vontade.
Abasteci já no Chuí (lado Brasil) e fui pela BR 471 passando pela reserva do Taím até chegar a Praia do Cassino, em Rio Grande-RS por volta das 16 horas para um churras com os amigos gaúchos Élio e Joaquim que conheci no Chile no projeto Entre Oceanos.
Com a chegada da frente fria, veio o vento e a temperatura mais baixa. Cheguei a Punta del Este ainda cedo e fui conhecer o monumento símbolo da cidade, La Mano que fica na praia Brava.
Ventava bastante e muita areia se deslocava, para apreciar a obra tive que colocar o óculos de sol.
Estava um pouco frio e após algumas fotos voltei a Ruta 9 até o Chuy, divisa do Uruguai e Brasil. até chegar a aduana vim desviando da chuva, mas depois do tramite de saída do Uruguai, que foi bem rápido por sinal, a chuva veio com vontade.
Abasteci já no Chuí (lado Brasil) e fui pela BR 471 passando pela reserva do Taím até chegar a Praia do Cassino, em Rio Grande-RS por volta das 16 horas para um churras com os amigos gaúchos Élio e Joaquim que conheci no Chile no projeto Entre Oceanos.
24 de março de 2018
Dia 27 - Projeto Extremo Sul do Mundo - Latitude 54 - 24/03/2018 ( Montevideo - Uruguai)
Hoje turistando pela cidade de Montevideo... E claro o lugar mais legal foi mesmo o mercadão! Sempre peregrino nas cidades novas atrás dos Mercados que guardam muito da cultura local e seus segredos!
Dia 26 - Projeto Extremo Sul do Mundo - Latitude 54 - 23/03/2018 (1006 KM de Córdoba (AG) a Montevideo (UR))
Hoje apesar da distância maior o mais complicado foi o zig zag. Não há estrada direta que ligava até Montevideo, meu próximo destino.
Os primeiros 400 KM na autopista é muito tranquilo de Córdoba até Rosário. Este trecho cruza o rio Paraná. O Mais interessante é que já cruzei esse rio umas 6 vezes! No Paraná(Brasil), na Argentina, no Mato Grosso do Sul(Divisa com São Paulo) e agora no Uruguai.
Este rio deságua em Buenos Aires. Esse trecho da estrada chama-se entre rios, que é mesmo um trecho dividido entre o rio Paraná e o rio Uruguai. São 60KM andando no meio das águas. Uma sensação muito louca!
A autopista com velocidade de 130KM/H liberados faz a viagem render.
Na chegada a Rosário a estrada começa a piorar um pouquinho mas tranquila também.
Ai começa a confusão, é preciso pegar a ruta 174 depois mudar para ruta 11 e depois para a ruta 16 , pegar a ruta 14, até pegar a ruta 136 !
Então aqui preparar-se para fazer o paso San Martin de los Libertadores. Foi super rápido os trâmites aqui.
Depois do paso é bem tranquilo, se cai na ruta 2 no Uruguai.
Na saída troquei os pesos argentinos por uruguaios. São 310 KM até Montevideo. Os 80 KM inicias é um tapete e ai quando parei numa cidade chamada Condor para comer algo ali, já era 3H da tarde, vi que a estrada mudava para uma areia, achei estranho.
E logo na saída da cidade já avistei as placas advertindo obras nas pistas! Os últimos 50km foi de estrada de cascalho misturada com asfalto. Realmente não esperar depois de um trecho longo entrar num trecho assim! E vai sem asfalto até chegar em Rosário no Uruguai.
Foi uma surpresa, mas não foi tão complicado quanto pareceu!
Chegando perto de Montevideo vira uma pista dupla e foi tranquilo.
Cheguei hoje por volta 18:45H. Amanhã eu vou descansar um dia em Montevideo e sigo viagem...
Os primeiros 400 KM na autopista é muito tranquilo de Córdoba até Rosário. Este trecho cruza o rio Paraná. O Mais interessante é que já cruzei esse rio umas 6 vezes! No Paraná(Brasil), na Argentina, no Mato Grosso do Sul(Divisa com São Paulo) e agora no Uruguai.
Este rio deságua em Buenos Aires. Esse trecho da estrada chama-se entre rios, que é mesmo um trecho dividido entre o rio Paraná e o rio Uruguai. São 60KM andando no meio das águas. Uma sensação muito louca!
A autopista com velocidade de 130KM/H liberados faz a viagem render.
Na chegada a Rosário a estrada começa a piorar um pouquinho mas tranquila também.
Ai começa a confusão, é preciso pegar a ruta 174 depois mudar para ruta 11 e depois para a ruta 16 , pegar a ruta 14, até pegar a ruta 136 !
Então aqui preparar-se para fazer o paso San Martin de los Libertadores. Foi super rápido os trâmites aqui.
Depois do paso é bem tranquilo, se cai na ruta 2 no Uruguai.
Na saída troquei os pesos argentinos por uruguaios. São 310 KM até Montevideo. Os 80 KM inicias é um tapete e ai quando parei numa cidade chamada Condor para comer algo ali, já era 3H da tarde, vi que a estrada mudava para uma areia, achei estranho.
E logo na saída da cidade já avistei as placas advertindo obras nas pistas! Os últimos 50km foi de estrada de cascalho misturada com asfalto. Realmente não esperar depois de um trecho longo entrar num trecho assim! E vai sem asfalto até chegar em Rosário no Uruguai.
Foi uma surpresa, mas não foi tão complicado quanto pareceu!
Chegando perto de Montevideo vira uma pista dupla e foi tranquilo.
Cheguei hoje por volta 18:45H. Amanhã eu vou descansar um dia em Montevideo e sigo viagem...
23 de março de 2018
Dia 25 - Projeto Extremo Sul do Mundo - Latitude 54 - 22/03/2018 (680KM De Mendonza a Cordoba)
Saí de Mendonza por volta das 8:30. Resolvi fazer um caminho diferente da indicação do GPS, segui indicação do dono do Hostel em que me hospedei.
De fato é um caminho mais bonito, mas os primeiros 400KM não tem nada! Só as pampas!
Depois que se sai da ruta principal para ruta 146 é um caminho vazio...
Passei por um monumento em homenagem à revolução Argentina e depois dele até a cidade Villa Dollores vai berando uma serra. É um retão, chapadão sem fim. Me lembrou muito o cerrado brasileiro.
E na subida da serra faltando 190KM para chegar, sai de 300m para 2200m. É um trecho muito legal, muda muito a vegetação, me lembrou o trecho de Diamantina (MG) a Curvelo (MG).
Após na descida, faltando 60KM pra chegar, as curvas da serra são um cotovelos.
Me lembrou o parque da Rolamoça, chegada à Belo HOrizonte (MG), máximo de velocidade 40KM/h!
Entra-se numa autopista para chegada a Córdoba. Esta é a segunda cidade mais populosa da Argentina, com 1 milhão e 300 mil habitantes, só perde para Buenos Aires. A velocidade permitida de 130KM/h, faz o trecho ser ainda mais rápido. Com a escolha desse caminho fiz em mais tempo mas valeu a pena.
Me lembrou Curitiba. Uma bela arquitetura. Peguei um trânsito pesado para entrar na cidade.
O Hostel de hoje não tinha estacionamento e tive dificuldade de encontrar um estacionamento. Foi preciso carregar toda a bagagem até o Hostel em que me hospedei hoje. As vezes vale a pena olhar esses detalhes antes da reserva, mas tudo bem, faz parte!
Amanhã passo por Rosário, a terceira maior cidade da Argentina a caminho do Uruguai. Já estou chegando perto de casa...O coração começa ficar apertado, minha jornada está se aproximando do fim...
De fato é um caminho mais bonito, mas os primeiros 400KM não tem nada! Só as pampas!
Depois que se sai da ruta principal para ruta 146 é um caminho vazio...
Passei por um monumento em homenagem à revolução Argentina e depois dele até a cidade Villa Dollores vai berando uma serra. É um retão, chapadão sem fim. Me lembrou muito o cerrado brasileiro.
E na subida da serra faltando 190KM para chegar, sai de 300m para 2200m. É um trecho muito legal, muda muito a vegetação, me lembrou o trecho de Diamantina (MG) a Curvelo (MG).
Após na descida, faltando 60KM pra chegar, as curvas da serra são um cotovelos.
Me lembrou o parque da Rolamoça, chegada à Belo HOrizonte (MG), máximo de velocidade 40KM/h!
Entra-se numa autopista para chegada a Córdoba. Esta é a segunda cidade mais populosa da Argentina, com 1 milhão e 300 mil habitantes, só perde para Buenos Aires. A velocidade permitida de 130KM/h, faz o trecho ser ainda mais rápido. Com a escolha desse caminho fiz em mais tempo mas valeu a pena.
Me lembrou Curitiba. Uma bela arquitetura. Peguei um trânsito pesado para entrar na cidade.
O Hostel de hoje não tinha estacionamento e tive dificuldade de encontrar um estacionamento. Foi preciso carregar toda a bagagem até o Hostel em que me hospedei hoje. As vezes vale a pena olhar esses detalhes antes da reserva, mas tudo bem, faz parte!
Amanhã passo por Rosário, a terceira maior cidade da Argentina a caminho do Uruguai. Já estou chegando perto de casa...O coração começa ficar apertado, minha jornada está se aproximando do fim...
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