3 de julho de 2017

Dia 3 - Projeto Ares dos Andes - 03/07/2017 - 670KM Sta Cruz

Saímos cedo de Corumbá. O hotel tinha um bom café da manhã! Paramos para abastecer e hoje abastecemos o nosso galão, um de 3 litros lateral e o de 5 litros superior. Esses galões são chamados de bidon. A passagem na fronteira, que mais parece terra de ninguém, não houve conferência alguma, nem dos nossos documentos nem do veículo! Passamos e já fomos direto para a rodovia. Fomos até Puerto Suarez, onde fizemos o permiso de ontem e seguimos com destino a Santa Cruz de la Sierra. O caminho inicial, um asfalto ruim, muito campo aberto e basicamente ninguém na rodovia. Os 100 primeiros quilômetros são assim até entrar na parte de cimento da Ruta 4. São 380KM de pista feita pela Camargo Correia... Olha a Lavajato ai gente! Mas superfaturada ou não andamos numa infinita pista de skate lisinha! Essa paisagem lembra muito o Chaco Argentino... Uma via rural, cheia de animais atravessando e muito perigosa a noite. Mais uma vez vimos os atropelamentos, de raposas, jaguatirica e quatis. Aqui a ruta de cimento é o fast food das aves de rapina, que reinam imponentes nos Aires! Os postes de luz que surgiam antes na pista são de madeira tortuosa e depois aparecem feitos de cimento também. Esta é uma área rural, cortada ocasionalmente por industrias. É assim até a chegada a Santa Cruz. A total pobreza vai ficando pra trás e a zona urbanizada vai se revelando. No caminho passamos por uma formação na região entre Robore e San Jose de Chiquitos e atravessamos o Rio Grande, seco.... Perdi uma luva fotografando mas encontrei! São longuinho também é boliviano. Na chegada a Santa Cruz, já experimentamos o trânsito caótico, advertido por nossos amigos André Dias e Stefano Facchin. Colocamos nosso primeiro adesivo Brás Cubas em terras bolivianas. Na entrada da Via principal, heis que salta um potro na frente da moto! Mas nada aconteceu porque nosso piloto estava ligado! 

O GPS não funciona bem, apesar de estar carregado com o mapa da Bolívia, estávamos a procura do bairro Equipetrol... Depois de algumas voltas paramos pra abastecer e heis que surge uma imensa Toyota Azul donde barra Roberto Sanchez, un boliviano local para salvarnos! Ele se apresenta como membro de um Motoclube Boliviano e se oferece para nos guiar até o nosso hotel de hoje. Disse que sua missão é mudar toda a má impressão que os Bolivianos causam inicialmente aos estrangeiros. E Eis que estou agora aqui para me retratar aos Bolivianos bem humorados, gentis e de muita hospitalidade! Fomos convidados para um jantar no Motoclube e só poderemos relatar isso depois! Viajeros todos juntos!

2 comentários:

  1. Vamos amigos. O coração até pula de vontade de estar aí com vocês. mas a minha é no próximo ano. Abraços.

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